
Vai…vai dizer depressa às multidões
Corre…corre veloz e não te esqueças
Que neste mundo cheio de promessas
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Vai…vai dizer às novas gerações
Que neste mundo cego e às avessas…
Poetas às mãos cheias, às remessas
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Vai… vai dizer aos nossos vendilhões
Catedral da Poesia Portuguesa,
Tem em Camões a glória, a pureza
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Que venham por aí mais toleirões…
Mostrar ufanos tão grande cultura
E porque eu…aprendi Literatura…
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Vai… canta a poesia nos salões…
Recebe as honrarias e mais palmas
E no céu mais contentes ficam as almas
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Além da vida… novas gerações
Mais poetas tiveram vida dura
Deram-nos mensagem da ternura
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Vai… vai… grita mais alto a bons pulmões
Morre o poeta… todo o povo o aclama
Depois de morto glória e mais fama
Jamais alguém ultrapassou Camões!
Vem cantador, manter as tradições
Vem cantar para a rua, trovador
Cantarão para sempre em teu louvor
Jamais alguém ultrapassou Camões!
HEI-DE CANTAR PORTUGAL
Os meus poemas a mais sentida prece
A minha voz se eleve em oração
Para poder cantar como merece
Sentimento de Amor, adoração…
Adoro, neste amor que nos aquece
Minha Pátria amada, esta Nação
E quando a Poesia acontece…
Há música a sair do coração!
Eu canto à Virgem Mãe no seu altar
E jamais deixarei no meu cantar…
À Virgem Mãe, Raínha do Universo!
No meu canto, enquanto tiver voz
Com todo o sentimento que há em nós
Eu canto Portugal em prosa e verso!
EM PROSA E VERSO CANTO PORTUGAL
Em prosa e verso canto Portugal
Hei-de cantar à minha Pátria amada
Canto também à minha terra natal
Neste cantar de moura enfeitiçada
Levarei no meu canto universal
Os poemas que escrevi em alvorada
Cantarei a esta Pátria imortal
Pelas ondas serei acompanhada
Nesta voz, neste ritmo musical…
Na pauta onde escrevo - o Verbo Amar!
Rogo a Deus soberano divinal
Que volte de novo à terra p’ra reinar.
Num voo subtil, seja eu águia real
Esvoaçando sob o firmamento…
Hei-de erguer minha taça de cristal
P’ra cantar Portugal com sentimento.
Maria José Fraqueza
A PORTUGAL MEU JARDIM
Somos Padrão Imortal
Plantado em terras distantes
Com marés de dor e sal
Por heróicos navegantes.
Somos rota sem destino
Duma rota pioneira
Somos audaz peregrino
Duma raça marinheira.
Somos a voz do gajeiro
Acima ao mastro real
Percorrendo o Mundo inteiro
Mensagem de Portugal!
Somos barca flutuante
Um frágil barco veleiro
Somos a força constante
Tendo o mar por companheiro.
Na rota das caravelas
Portugal das epopeias
Eram lendas das mais belas
Onde cantavam sereias.
Somos Infante de Sagres
Somos prece consentida
À Senhora dos Milagres
A vida pr’além da Vida!
Somos guitarra que chora
Nesse mar de imensidade
Cantarei p’la vida fora
O Fado desta Saudade!
Uma saudade infinita
Que trago dentro do mim
Canto à Pátria mais bonita
A Portugal, meu Jardim!
Sem comentários:
Enviar um comentário