quarta-feira, 1 de abril de 2009

O QUE É A POESIA


Mas o que é a Poesia?

Somente a arte de fazer versos?

Sabemos que não porque a sentimos dentro da alma a moldar os nossos sentimentos mais ínfimos, o estado de alma. A poesia afirma a verdadeira nobreza da alma, daquele que sente o sofrimento alheio, que vibra com as mágoas dos outros homens, de quem assume a defesa duma criança inocente que não tem pão, nem lar, do que ama a Natureza e quer combater a sua poluição, do que luta pela paz do mundo e da abolição das guerras.
Quem tem na alma a sua essência sente o mundo dentro de si, vê com olhos de ver um rio que corre, uma fonte que brota, uma flor que renasce… sente toda a problemática da vida que o rodeia, que marca profundamente o ser humanista, a criança especialmente. Na descoberta da sua sensibilidade, a relação das coisas, o poeta fica depositário de máximas e verdades evidentes a todo o saber, começa por aprender o belo, o autêntico, o verdadeiro e através da expressão recria imagens poéticas que elevam o espírito.
Ensinar poesia às crianças, a nível da terapêutica preventiva dos problemas da sociedade, fará com a sua criatividade se desenvolva sem atrofiamentos do imaginário.
Ensinar poesia às crianças é uma prática benéfica e ilimitada que permite o desenvolvimento da língua, sem que se promovam actividades de recurso no desenvolvimento de potencialidades escondidas. Por isso devemos exercitar a leitura de textos poéticos e dar espaço à sua criatividade.
Quando se faz poesia de criança, porque a criança ao nascer já faz poesia quando sai do ventre materno onde a primeira expressão oral é o choro – a lágrima é a maior expressão poética da alma humana

Para mim a poesia tem muito valor e peso desde criança. Nela encontrei o refúgio do pai que não tinha com quatro anos de idade, dizendo ao papel a minha angústia , o meu estado de alma. A poesia exerce sobre nós o efeito dum bálsamo consolador, desenvolve a personalidade, a ânsia de libertação. Poesia é comunicar, não é um acto de emparedar, não é sal esterilizador, mas é adubo. Floresce, germina, mas não nasce me vão…. A poesia nasce para partilhar, é a música da alma, é para ser ouvida, escutada, amparada… Na poesia há muitas vezes um grito sufocado que se enclausura nas gavetas porque a sociedade em que vivemos não escuta a voz dos poetas. Diz-nos a Bíblia que “ninguém acende uma lâmpada para a pôr em lugar escondido, mas em lugar destacado, para que os que entram vejam a claridade. A poesia é luz. Se falar de poesia é difícil, falar de poetas é ainda mais complicado. E para não enclausurar na gaveta os meus poemas termino com …. Dos meus poemas, porque também nos objectivos que norteiam os elos há que escutar a voz dos poetas vindouros para a língua de Camões seja continuada. E não será demais dar voz aos percursores da arte divinal nossa língua – A POESIA

domingo, 29 de março de 2009

ABRIL POETICO


IDEAIS DE ABRIL


Eu gosto de correr em liberdade...
Quando a primavera entra subtil
Mais longe do bulício da cidade...
Para sentir em pleno o mês de Abril!
Admirar o céu num tom mais anil,
Caminhar pelos campos, livremente
Beber água das fontes, do cantil...
Sentir Abril florir, mais docemente!
As rosas perfumadas ao abrir...
Em carícias perdidas nos confins
E os cravos de Abril sempre a florir...
Desabrocham por todos os jardins!...
E toda a Natureza me domina...
Vibram sons que se perdem nos sentidos
O mais velho moínho na colina...
O pastor... o rebanho e seus latidos!
Abril renovado no meu sentir
Na tela de beleza multicor...
Lindas flores renovam seu sorrir
Dum cravo plantado com amor!
Surge por toda a parte a nova Luz...
Dum Abril que me chega ao coração
Nos ideais dum Cristo sem a Cruz...
Eu quero ver Abril nesta Nação!

A LIBERDADE

Se um dia eu agarrar a liberdade

Vou por aí prender o vento

Cantar vitórias ao relento

À liberdade a renascer…

Se um dia eu agarrar a liberdade

Hei-de deter guerras ferozes

As violências

Os abismos

As falsidades

A mentira

Se um dia eu agarrar a liberdade

Hei-de acender estrelas na minha mão

Sem tempestade de luar

Hei-de colher espigas douradas

Tirar espinhos do roseiral

Hei-de plantar …Sementes de Amigo!

Mas se um dia aprisionar a Liberdade

Irei depor no meu poema

As palavras que não escrevi

Que foram levadas

Foram lançadas

Esquecidas, perdidas

Amordaçadas

Guardadas, mutiladas

Em cofres de silêncio

Se um dia eu agarrar a liberdade

Renascem alvoradas…

E cantarei o meu meu Poema de Paz!

O QUE É A LIBERDADE

O que é a liberdade

Será a ânsia de amar?

Será a ânsia de voar…
De conhecer o infinito?

Será a ansiedade… de lançar este grito?
Será esta vontade…
De correr, saltar, pular…
sem espaços de luar?
O que é a Liberdade?
Soltar leve o pensamento?
Voar nas asas do vento?
Deixar soltar o lamento…
Ou ser apenas Eu?
Será apenas sentir …
dentro de mim o mundo?
Será sonhar em espaço solar?
Será o povo libertar…
das amarras do poder?
Será a ânsia do meu querer?
Liberdade, é tudo e nada…
É ser poeta com mão algemada?
É ser poeta de alma libertada,
Que um dia sonhou vir a Ser!

QUANDO...

Quando os homens chegarem ao Além

Na ânsia desmedida de voar...

Quando na terra não houver ninguém

Quando a miséria se transformar em Bem

Quando eu deixar de ser quem sou

Quando deixar de estar onde estou

Quando o vulcão, tudo desmoronar...

Quando as lavas atacarem de chofre

Quando no interior, há fogo e enxofre...

Quando a Terra tremer...

E rios de fogo derramar...

Quando se acenderem lanternas

Quando a cal os corpos inflamar...

Quando o Homem voltar às cavernas...

Quando os vermes lhe roerem as estranhas

Então o homem descerá p’las montanhas!

Quando o mar galgar a terra...

E o céu apenas nele se espelhar...

Quando no Mundo acabar a guerra

O Sol na Terra, voltará a brilhar!

Quando a miséria acabar...

Quando o Homem destruir a bala e o canhão

Quando acabar a prostituição...

Quando se fizer de cada homem um irmão

Quando acabar a Droga e a Sida...

Quando houver no mundo nova vida

Quando acabar o capricho e a vaidade...

Então o HOMEM... saberá viver em Unidade...

Não mentirá mais! Saberá usar a Liberdade...

Quando... Deus dominar com seu Poder

Então o Homem voltará a Renascer!

QUERO SENTIR A LIBERDADE


Esta ânsia que eu sinto de voar...
Será liberdade? Ou será anseio?
Ou o mundo que quero dilatar?
P’lo qual sinto enorme bloqueio!

Porquê oh! meu Deus!? Há gente sem lar...
Que tamanha dor, eu sinto em meu seio!...
Se o ser humano não souber amar,
Fará da liberdade um tiroteio...

E porquê esta dor tanto me oprime?
Se vivo no mundo entre droga e crime...
Com Cravos de Abril dentro do meu peito!

Nesse dia... chorei! Sonhei ter tudo!
A Liberdade com “pés de veludo”...
Não posso tê-la, num Mundo Imperfeito!

domingo, 8 de março de 2009

DIA DA MULHER



















Sendo hoje o DIA INTERNACIONAL DA MULHER
dedico este espaço às mulheres do meu Algarve
e a todas aquelas que adoram este Portugal.

MULHER LUTADORA

Mulher lutadora em terra algarvia
Venho louvar-te porque bem mereces
Trazes no coração a regalia,
A quem dedico meus poemas/preces


Nessa nobre missão, no seu dia-a-dia
És mulher sensível que nunca esqueces
Dotada de saber, grande mestria
O nosso coração de amor aqueces!


Mostrando com rigor e competência
Deus te dotou com inteligência
No conceito em que traço a Mulher Ideal


Que o teu futuro seja mais risonho,
Para elevar meu Algarve de Sonho
Bandeira de Paz neste Portugal!

MULHERES ALGARVIAS


Mulher do Algarve, na alma um tesouro
Que tens na poesia, o doce mar
Na tua história um nobre pelouro
De heroína que sabe o que é lutar!

Que traz em suas veias sangue mouro
A branca espuma, seu véu de noivar..
De cabelos dourados, a raios de ouro
Que o sol brilhante fez iluminar!

Sua pele morena o astro bronzeia
Corpo esbelto de musa ou de sereia
Em ondas de ternura geram saudade

Mulheres algarvias tão queridas
Louvarei neste poema vossas vidas
Na profissão, no lar … Mães de Verdade!

MULHERES DO MEU ALGARVE


Quem foi essa mulher que em tempos idos
Quem os filhos levava a trabalhar?
Quem cuidava os seus entes queridos?
Quem ganhava o seu pão fora do lar?

Quantos caminhos foram percorridos?
Quem andava horas e horas sem parar?
Quantos os momentos mal vividos?
Quantas dores e mal que suportar?

Quanto tempo gasto em cada lida?
Quanta dor nas horas da partida?
Nas ceifas e na monda, nas salinas?

Foram essas mulheres algarvias
No labor, sol a sol, todos os dias
Fizeram a Mulher, sendo Meninas!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A POESIA É A VOZ DO SENTIMENTO ARRANCADA AO CORAÇÃO

ESTAS IMAGENS FORAM OBTIDAS PELA REVISTA ALGARVE MAIS NO DECORRER DE UMA ENTREVISTA A MARIA JOSÉ FRAQUEZA, REALIZADA NA SUA CASA MUSEU














segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ONDA POÉTICA


ONDA POÉTICA é um programa que pode escutar às terças-feiras na Rádio Gilão no horário das 18 às 20 horas, apresentado por Maria José Fraqueza com a colaboração de Brito Dias e de Jorge Ferro Rosa.
O programa tem por objectivo a divulgação de autores e suas obras e descoberta de novos valores, não só na poesia, como na prosa e na música. É um espaço aberto à leitura proporcionando aos radiovintes do exterior a sua participação activa, lendo a sua poesia ou dos seus autores favoritos. Pode também pedir a sua música e cantor favorito.
Tem 13 anos consecutivos de duração. Aconteceu a primeira emissão em 16 de Setembro de 1995. Continua vivo desde a primeira hora.
Para contacto com Rádio Gilão pode fazê-lo através do telefone: 281 - 320240 e através da Net no site: www.radiogilao.sdv.pt


Num dos momentos de "Onda Poética", na emissora local, Rádio Gilão, FM. Maria José Fraqueza, Brito Dias e Aliete Cavaco Penha, Isidoro Cavaco.

Maria José Fraqueza e Jorge Ferro Rosa num dos momentos de "Onda Poética".
O programa "Onda Poética" acontece todas as terças-feiras, das 18:00h às 20:00h, na Emissora Local, Rádio Gilão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O MEU POEMA DE AMOR


PALAVRAS DE AMOR

As palavras de amor, trago-as comigo
São murmúrios do meu interior
Guardo-as como jóia que bendigo
Num silêncio que não é revelador!

Que dizer em voz alta, não consigo
Embarga-se-me a voz, sai um rumor…
Mas baixinho, quase sempre eu digo
Ao teu ouvido: Eu te amo, meu amor!

Como leve sussurro da minha alma,
Magia duma palavra mais calma…
Proferida no mais terno momento!

O sussurro ganha ritmo musical
Na palavra mais pura, universal
Extraída do mais nobre sentimento!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

DIPLOMA DE MERITO E MEDALHA ATRIBUÍDOS À CASA MUSEU MARIA JOSÉ FRAQUEZA

É mais uma distinção com o Elos Clube de Santos - Cellula Mater do Elismo Mundial confere à Casa-Museu Maria José Fraqueza - Directora Cultural do Elos Clube de Faro

Sou elista e neste elo
De Amizade verdadeira
Faço do Amor o castelo
E da Paz minha Bandeira

(Maria José Fraqueza)




SAUDAÇÃO ÀS BANDEIRAS

Por: Maria José Fraqueza

Bandeira do meu Pais
Ao saudar-te estou feliz
Junto das demais bandeiras
Bem juntinho ao coração
Aceita esta saudação,
Que o Amor não tem fronteiras!

Minha Bandeira famosa
Lembra a alma vitoriosa
Do meu Portugal guerreiro
Nas tuas cores mais garridas
O eco das nossas vidas…
Espalhadas p’lo Mundo Inteiro!

Lembra o sangue derramado
De Portugal no passado.
Com tua esfera armilar
Deste Povo que Além-Mar…
Foi Herói no mar salgado!

Eu te saúdo Bandeira
E à Pátria irmã Brasileira
Com esta salva de palmas
De alma nobre, hospitaleira
Nesta hora derradeira
Presente nas nossas Almas!







quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O MEU NOVO LIVRO DE POESIA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE POESIA


Será apresentado no dia 13 de Dezembro, pelas 15 horas, no Salão de Festas do Sport Lisboa e Fuseta no decorrer da sessão cultural do XIII Concurso Internacional de Quadras Natalícias - 2008 - uma realização da autora que é Directora da Secção Cultural daquele Clube


terça-feira, 18 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A MINHA CASA MUSEU

A Governadora Civil - Drª Isilda Gomes no momento do uso da palavra
Foi inaugurada no dia 15 de Novembro pelo que convido os amigos, alunos das escolas a visitar a minha casa, para o que deverão telefonar para o numero 289 - 793286 para marcar a visita. Sejam benvindos!

Porta aberta para ti
A minha casa museu
Nela cresci e vivi
Com o dom que Deus me deu.