segunda-feira, 22 de junho de 2009
HINO DE AMIZADE
A falsidade é um espinho
Procura pois no caminho
A virtude de ser bom…
A amizade é carinho!
Deitar sementes à terra
À terra dos sentimentos
Uns provocam a guerra
Outros os ressentimentos…
Perdem-se umas no caminho…
Nem sempre se tem produtos
Há raízes de mal daninho…
Nem sempre se colhem frutos!
Não é bom quem não confia
E mau é, quem não venera
É um fruto de valia…
Falsidade, é vã quimera
Tu tens essa regalia,
Dentro do teu coração
Amizade é simpatia…
Que sentes p’lo teu irmão.
A mais bela sementeira
Que se dá sem exigir…
Para se dar a quem queira
Nossa Amizade a florir…
A amizade à distância,
Não desilude quem espera
Quem confia, quem venera
Renasce na nossa infância.
A vida pode parar
A vida deixa saudade
Mas a Amizade sim,
Nunca se aparta de mim
Tem no coração um Altar!
É do Amor a promessa
Da paixão continuadora
Vive e não se confessa
E é tão prometedora!
Na fusão dos sentimentos
Ela nada complica
Assiste a todos os momentos
E no coração nos fica!
Se eu pudesse mandar
Toda a riqueza da Terra
Para os pobres ajudar…
Eu acabava essa guerra.
Guerra de ódio e falsidade
Que domina o mundo inteiro
Minha pobre Humanidade
Sem ter amor verdadeiro!
Dinheiro, cheques, capitais
Numa luta sem igual
As posições sociais…
Não passam dum pedestal!
Não valem esse tesouro!
Em voos de liberdade…
Eu poria em Trono de Ouro
A Verdadeira a Amizade!
ONDAS DE BRANCURA
Vejo ao longe… brancas velas de bonança!
O Sol - astro rei, no poente desmaia…
Surge a noite e nova luz a vista alcança!
E no firmamento a Lua já ensaia…
O brilho dos astros no alem avança….
Manto divinal no lindo céu se espraia
Pulsa o coração travesso de criança
Num espaço astral risonha a Lua Cheia
E a musa lá do alto duma açoteia
De luzes e aromas, mais iluminada
Nos lembra com saudade a velha aldeia
Um céu de Luar! Um sumptuoso manto
Veste o meu Algarve o traje ideal
Há sonhos de magia a cada recanto
Surgem deusas em desfile nupcial!
Espalha-se um véu do mais belo arrendado
Contrastes de luz de brancura infinita
Lembra meu véu saudoso de noivado
Nessa amendoeira branca mais bonita!
Remoçam os troncos da velha rainha
Nas serras, na paisagem ao abandono
Que essa amendoeira por vezes velhinha
Lembra a rainha que perdeu seu trono!
Aqui e acolá … a paisagem extasia
Tons brancos e rosa no seu esplendor
Fazem ressaltar a cor, em harmonia
Um cortejo com suas damas de honor
Orgias de amor na bela paisagem
E a Terra parece sair dum exílio
Da Mãe Natureza a mais bela imagem
A noiva em flor entra em novo idílio
A lembrar a noiva doces em esponsais
Como Primavera em flor mais radiosa
Os rios e fontes enchem seus caudais
Na terra algarvia, sonhos cor de rosa!
Sobre o verde… as pétalas vão cair
Desta musa branca, bela, passageira
Deixem o meu Algarve sempre a florir
Plantem a linda flor de amendoeira!
QUERO PEDIR
Quero pedir ao Sol, luz e calor
Quero pedir aos homens a ternura
Quero pedir a Paz ao Criador!
Quero pedir aos mares o frescor
Quero pedir às flores colorido
Quero pedir ao astros o fulgor
Quero pedir à folhagem meu vestido
Quero pedir ao oceano os corais
Quero pedir a voz ao vento
Quero pedir à vida irmãos leais
Quero pedir ao mundo os mandamentos!
Quero pedir aos anjos um lugar
Quero pedir à Lua a claridade
Quero pedir a Deus um bom lugar
Quero pedir amor à Humanidade!
MENINO DE TODAS AS CORES
Naquele lindo pombal...
É como nuvem que passa
Que não escolheu a raça,
Num mundo feito desgraça
O Menino universal.
Olha a criança faminta,
Sofrendo fomes, horrores
Menino, embora eu sinta
Que és a mais bela das flores
O mundo é que te pinta...
Menino de todas as cores!
São papoulas coloridas,
Numa seara sem pão
São dourados como o ouro,
Lindas espigas vestidas
Que guardo como tesouro
Dentro do meu coração!
Menino que Deus te deu
A cor escura do breu
No Universo soberano
No céu há estreals belas
Menino, és uma delas
Ó Meu Menino Africano!
Menino, que pátria a tua?
Se não agarras a Lua...
Nem o Sol com a peneira
Que importa a cor vermelha,
Que à fogueira se assemelha?
És calor duma lareira!
Menino de todas as raças
Menino que tento passas
que a minha alma te enleias
Negro, vermelho, castanho...
Eu pertenço ao teu rebanho,
Tenho teu sangue nas veias!
sábado, 11 de abril de 2009
CANTANDO MAR

É um Mar Infinito onde navega um veleiro de saudade, que me transporta, que me leva ao encontro dum oceano sem fim… e neste roteiro, não direi que “a minha rua tem o mar ao fundo” mas sim que: no meu berço fui embalada pelas ondas do mar e adormeci ao som das suas cantigas, porque o mar canta p’ra mim a toda a hora”
MAR INFINITO
Ó Mar do meu Amor! Mar Infinito!
Mar dos meus sonhos, lendas, epopeias…
Mar que trago teu sangue em minhas veias
Mar que eu adoro, choro, canto e grito!
És poema que emerge no conflito…
Na magia das ondas e sereias…
És tu meu velho amigo, que me enleias
Nas horas deste sonho em que medito!
E quando as ondas batem no meu peito
Desperta o teu cantar, amor perfeito
Que me arrasta ao sabor da maresia…
E neste horizonte ilimitado…
O mar canta p’ra mim um lindo fado
No roteiro infinito da Poesia!
Eu canto ao mar dos bravos navegadores
Que o Mundo percorreram sem cessar...
Eu louvo esses bravos, sem temores
Que ultrapassaram terras de Além-Mar!
Eu canto aos meus heróis, dou meus louvores
Que venceram ferozes ondas do mar
E ás lágrimas de sal e dissabores...
Eu canto à Virgem-Mãe no seu altar!
Eu canto à minha Santa Padroeira
Que foi doce e fiel, a companheira
De cada rota incerta pelos mares...
Numa onda que reclama mais bravia
Oferto minhas flores de maresia
E louvo Portugal nos seus altares!
Além do mar azul...o que haveria?
Interrogava o moço aventureiro...
Seu sonho estava ali... a corpo inteiro
E o seu olhar ansioso percorria...
A barca dos sonhos, construía...
Inventara mil velas no veleiro...
Só tendo mar e céu por companheiro
Um algarvio audaz o mar vencia!
Descobrem novas rotas, continentes
Raças, religiões, bons combatentes
E desfazendo lendas monstruosas...
Abrem portas ao Mundo sem cessar...
Descrevendo um roteiro, p’ra nos dar
Dos espinhos do mar, um mar de rosas!
Meu Algarve, estarei sempre contigo,
Na saudade, na paz.... e na distância
No castelo dourado, onde me abrigo
Nessas manhãs de oiro da minha infância!
Das açoteias brancas, não consigo
Deixar de ver o mar...na minha estância
A espreguiçar-se nelas, o bom figo
Terra de figueirais em abundância!
Costa de oiro, do meigo mar ao sul...
Beijam-te as musas... vestem-se de azul
Nas ondas que me levas aos confins...
Meu Algarve! Não percas teu segredos!
Tens lindas ilhas, praias e rochedos...
Tanta foi a tormenta e a vontade,
Dos nobres e valentes marinheiros
Só tendo Céu e Mar, por companheiros
Venceram ondas com heroicidade!
Somente a Fé em Deus na unidade
Nas rotas de mais luz dos mensageiros
Guiados p’las estrelas, seus luzeiros...
E o coração batendo de saudade!
Saudades! Lembranças do seu lar…
Esta alma portuguesa ao regressar
Acalma sua dor por mais sentida...
É que lá longe... firme o pedestal
Ergue-se nosso herói sempre imortal
De Portugal Maior, além da Vida!
Rainha do mar, minha companheira
És Senhora das Ondas, das marés...
Na terra e no mar, uma vida inteira
Protectora do Mundo, também és!
Do famoso rincão - és Padroeira
A Fuzeta que tem, mar a seus pés
O pescador sente a onda mensageira
Que vem banhar a terra lés-a-lés!
És Senhora das Ondas, por condão
E o homem do mar, por devoção...
Ergueu um pedestal em sua ermida!
E nessa capelinha feita outrora,
Ano após outro ano, ele comemora
A Virgem Salvadora, A Mãe Querida!
Partiste para além do mar infindo…
Uma partida é sempre receada,
É como derrubar um mundo lindo
É como naufragar sem ter morada!
É lutar com o mar em desatino
É sentir sua barca destroçada
Aguardar com ânsia seu destino
Ou acordar à luz duma alvorada?!
Mas porque vejo a noite sem estrelas?
Porque me abandonaram todas elas?
Tão negra... na negrura dum açoite!
Não sei como vencer a solidão,
Arco-íris a fulgir no coração…
Que venha iluminar a minha noite!
Os versos que te escrevo são gaivotas
Retalhos d’ alma, tão lindo luar...
Num vai-vem incessante, eternas rotas
Constantes, num sublime regressar!...
Mensageiros de terras mais ignotas
São voláteis, no espaço de voar...
São eternas amantes mais devotas
Tecem segredos à beira do mar!...
Asas brancas, parecendo miragem...
E num céu de pureza, linda imagem
Soltam o mais belo hino, em despedida!
Versos que sinto junto ao coração
São gaivotas em bando, em união
Hão-de sempre trazer... regresso à vida!
A BARCA DOS SONHOS
Além do mar azul...o que haveria?
Interrogava o moço aventureiro...
Seu sonho estava ali... a corpo inteiro
E o seu olhar ansioso percorria...
A barca dos sonhos, construía...
Inventara mil velas no veleiro...
Só tendo mar e céu por companheiro
Um algarvio audaz o mar vencia!
Descobrem novas rotas, continentes
Raças, religiões, bons combatentes
E desfazendo lendas monstruosas...
Abrem portas ao Mundo sem cessar...
Descrevendo um roteiro, p’ra nos dar
Dos espinhos do mar, um mar de rosas!
Portugal, minha pátria conquistada
À custa de homens fortes e valentes
Tu foste sempre heróica e libertada
Entre os cinco mais belos continentes!
Tu foste à beira-mar plantada
Tu vibras, amas, sofres, também sentes
Da história a página mais dourada,
Que por mar nos legou bons combatentes!
Povo navegador, mais altaneiro...
Que percorreu sem medo o mundo inteiro
Roteiros de oceanos, imortal…
Tens padrões, monumentos, castelos...
A lembrar descobrimentos tão belos
Deste Povo que canta Portugal!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O QUE É A POESIA

Mas o que é a Poesia?
Somente a arte de fazer versos?
Sabemos que não porque a sentimos dentro da alma a moldar os nossos sentimentos mais ínfimos, o estado de alma. A poesia afirma a verdadeira nobreza da alma, daquele que sente o sofrimento alheio, que vibra com as mágoas dos outros homens, de quem assume a defesa duma criança inocente que não tem pão, nem lar, do que ama a Natureza e quer combater a sua poluição, do que luta pela paz do mundo e da abolição das guerras.
Quem tem na alma a sua essência sente o mundo dentro de si, vê com olhos de ver um rio que corre, uma fonte que brota, uma flor que renasce… sente toda a problemática da vida que o rodeia, que marca profundamente o ser humanista, a criança especialmente. Na descoberta da sua sensibilidade, a relação das coisas, o poeta fica depositário de máximas e verdades evidentes a todo o saber, começa por aprender o belo, o autêntico, o verdadeiro e através da expressão recria imagens poéticas que elevam o espírito.
Ensinar poesia às crianças, a nível da terapêutica preventiva dos problemas da sociedade, fará com a sua criatividade se desenvolva sem atrofiamentos do imaginário.
Ensinar poesia às crianças é uma prática benéfica e ilimitada que permite o desenvolvimento da língua, sem que se promovam actividades de recurso no desenvolvimento de potencialidades escondidas. Por isso devemos exercitar a leitura de textos poéticos e dar espaço à sua criatividade.
Quando se faz poesia de criança, porque a criança ao nascer já faz poesia quando sai do ventre materno onde a primeira expressão oral é o choro – a lágrima é a maior expressão poética da alma humana
Para mim a poesia tem muito valor e peso desde criança. Nela encontrei o refúgio do pai que não tinha com quatro anos de idade, dizendo ao papel a minha angústia , o meu estado de alma. A poesia exerce sobre nós o efeito dum bálsamo consolador, desenvolve a personalidade, a ânsia de libertação. Poesia é comunicar, não é um acto de emparedar, não é sal esterilizador, mas é adubo. Floresce, germina, mas não nasce me vão…. A poesia nasce para partilhar, é a música da alma, é para ser ouvida, escutada, amparada… Na poesia há muitas vezes um grito sufocado que se enclausura nas gavetas porque a sociedade em que vivemos não escuta a voz dos poetas. Diz-nos a Bíblia que “ninguém acende uma lâmpada para a pôr em lugar escondido, mas em lugar destacado, para que os que entram vejam a claridade. A poesia é luz. Se falar de poesia é difícil, falar de poetas é ainda mais complicado. E para não enclausurar na gaveta os meus poemas termino com …. Dos meus poemas, porque também nos objectivos que norteiam os elos há que escutar a voz dos poetas vindouros para a língua de Camões seja continuada. E não será demais dar voz aos percursores da arte divinal nossa língua – A POESIA
domingo, 29 de março de 2009
ABRIL POETICO
IDEAIS DE ABRIL
A LIBERDADE
Se um dia eu agarrar a liberdade
Vou por aí prender o vento
Cantar vitórias ao relento
À liberdade a renascer…
Se um dia eu agarrar a liberdade
Hei-de deter guerras ferozes
As violências
Os abismos
As falsidades
A mentira
Se um dia eu agarrar a liberdade
Hei-de acender estrelas na minha mão
Sem tempestade de luar
Hei-de colher espigas douradas
Tirar espinhos do roseiral
Hei-de plantar …Sementes de Amigo!
Mas se um dia aprisionar a Liberdade
Irei depor no meu poema
As palavras que não escrevi
Que foram levadas
Foram lançadas
Esquecidas, perdidas
Amordaçadas
Guardadas, mutiladas
Em cofres de silêncio
Se um dia eu agarrar a liberdade
Renascem alvoradas…
E cantarei o meu meu Poema de Paz!
O QUE É A LIBERDADE
O que é a liberdade
Será a ânsia de amar?
Será a ânsia de voar…
De conhecer o infinito?
Será a ansiedade… de lançar este grito?
Será esta vontade…
De correr, saltar, pular…
sem espaços de luar?
O que é a Liberdade?
Soltar leve o pensamento?
Voar nas asas do vento?
Deixar soltar o lamento…
Ou ser apenas Eu?
Será apenas sentir …
dentro de mim o mundo?
Será sonhar em espaço solar?
Será o povo libertar…
das amarras do poder?
Será a ânsia do meu querer?
Liberdade, é tudo e nada…
É ser poeta com mão algemada?
É ser poeta de alma libertada,
Que um dia sonhou vir a Ser!
QUANDO...
Quando os homens chegarem ao Além
Na ânsia desmedida de voar...
Quando na terra não houver ninguém
Quando a miséria se transformar em Bem
Quando eu deixar de ser quem sou
Quando deixar de estar onde estou
Quando o vulcão, tudo desmoronar...
Quando as lavas atacarem de chofre
Quando no interior, há fogo e enxofre...
Quando a Terra tremer...
E rios de fogo derramar...
Quando se acenderem lanternas
Quando a cal os corpos inflamar...
Quando o Homem voltar às cavernas...
Quando os vermes lhe roerem as estranhas
Então o homem descerá p’las montanhas!
Quando o mar galgar a terra...
E o céu apenas nele se espelhar...
Quando no Mundo acabar a guerra
O Sol na Terra, voltará a brilhar!
Quando a miséria acabar...
Quando o Homem destruir a bala e o canhão
Quando acabar a prostituição...
Quando se fizer de cada homem um irmão
Quando acabar a Droga e a Sida...
Quando houver no mundo nova vida
Quando acabar o capricho e a vaidade...
Então o HOMEM... saberá viver em Unidade...
Não mentirá mais! Saberá usar a Liberdade...
Quando... Deus dominar com seu Poder
Então o Homem voltará a Renascer!
QUERO SENTIR A LIBERDADE
Esta ânsia que eu sinto de voar...
Será liberdade? Ou será anseio?
Ou o mundo que quero dilatar?
P’lo qual sinto enorme bloqueio!
Porquê oh! meu Deus!? Há gente sem lar...
Que tamanha dor, eu sinto em meu seio!...
Se o ser humano não souber amar,
Fará da liberdade um tiroteio...
E porquê esta dor tanto me oprime?
Se vivo no mundo entre droga e crime...
Com Cravos de Abril dentro do meu peito!
Nesse dia... chorei! Sonhei ter tudo!
A Liberdade com “pés de veludo”...
Não posso tê-la, num Mundo Imperfeito!
domingo, 8 de março de 2009
DIA DA MULHER

Sendo hoje o DIA INTERNACIONAL DA MULHER
dedico este espaço às mulheres do meu Algarve
e a todas aquelas que adoram este Portugal.
MULHER LUTADORA
Mulher lutadora em terra algarvia
Venho louvar-te porque bem mereces
Trazes no coração a regalia,
A quem dedico meus poemas/preces
Nessa nobre missão, no seu dia-a-dia
És mulher sensível que nunca esqueces
Dotada de saber, grande mestria
O nosso coração de amor aqueces!
Mostrando com rigor e competência
Deus te dotou com inteligência
No conceito em que traço a Mulher Ideal
Que o teu futuro seja mais risonho,
Para elevar meu Algarve de Sonho
Bandeira de Paz neste Portugal!
MULHERES ALGARVIAS
Mulher do Algarve, na alma um tesouro
Que tens na poesia, o doce mar
Na tua história um nobre pelouro
De heroína que sabe o que é lutar!
Que traz em suas veias sangue mouro
A branca espuma, seu véu de noivar..
De cabelos dourados, a raios de ouro
Que o sol brilhante fez iluminar!
Sua pele morena o astro bronzeia
Corpo esbelto de musa ou de sereia
Em ondas de ternura geram saudade
Mulheres algarvias tão queridas
Louvarei neste poema vossas vidas
Na profissão, no lar … Mães de Verdade!
MULHERES DO MEU ALGARVE
Quem foi essa mulher que em tempos idos
Quem os filhos levava a trabalhar?
Quem cuidava os seus entes queridos?
Quem ganhava o seu pão fora do lar?
Quantos caminhos foram percorridos?
Quem andava horas e horas sem parar?
Quantos os momentos mal vividos?
Quantas dores e mal que suportar?
Quanto tempo gasto em cada lida?
Quanta dor nas horas da partida?
Nas ceifas e na monda, nas salinas?
Foram essas mulheres algarvias
No labor, sol a sol, todos os dias
Fizeram a Mulher, sendo Meninas!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A POESIA É A VOZ DO SENTIMENTO ARRANCADA AO CORAÇÃO
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
ONDA POÉTICA

ONDA POÉTICA é um programa que pode escutar às terças-feiras na Rádio Gilão no horário das 18 às 20 horas, apresentado por Maria José Fraqueza com a colaboração de Brito Dias e de Jorge Ferro Rosa.
O programa tem por objectivo a divulgação de autores e suas obras e descoberta de novos valores, não só na poesia, como na prosa e na música. É um espaço aberto à leitura proporcionando aos radiovintes do exterior a sua participação activa, lendo a sua poesia ou dos seus autores favoritos. Pode também pedir a sua música e cantor favorito.
Tem 13 anos consecutivos de duração. Aconteceu a primeira emissão em 16 de Setembro de 1995. Continua vivo desde a primeira hora.
Para contacto com Rádio Gilão pode fazê-lo através do telefone: 281 - 320240 e através da Net no site: www.radiogilao.sdv.pt

Num dos momentos de "Onda Poética", na emissora local, Rádio Gilão, FM. Maria José Fraqueza, Brito Dias e Aliete Cavaco Penha, Isidoro Cavaco.

Maria José Fraqueza e Jorge Ferro Rosa num dos momentos de "Onda Poética".
O programa "Onda Poética" acontece todas as terças-feiras, das 18:00h às 20:00h, na Emissora Local, Rádio Gilão.






