









É mais uma distinção com o Elos Clube de Santos - Cellula Mater do Elismo Mundial confere à Casa-Museu Maria José Fraqueza - Directora Cultural do Elos Clube de Faro
Sou elista e neste elo
De Amizade verdadeira
Faço do Amor o castelo
E da Paz minha Bandeira
(Maria José Fraqueza)
SAUDAÇÃO ÀS BANDEIRAS
Por: Maria José Fraqueza
Bandeira do meu Pais
Ao saudar-te estou feliz
Junto das demais bandeiras
Bem juntinho ao coração
Aceita esta saudação,
Que o Amor não tem fronteiras!
Minha Bandeira famosa
Lembra a alma vitoriosa
Do meu Portugal guerreiro
Nas tuas cores mais garridas
O eco das nossas vidas…
Espalhadas p’lo Mundo Inteiro!
Lembra o sangue derramado
De Portugal no passado.
Com tua esfera armilar
Deste Povo que Além-Mar…
Foi Herói no mar salgado!
Eu te saúdo Bandeira
E à Pátria irmã Brasileira
Com esta salva de palmas
De alma nobre, hospitaleira
Nesta hora derradeira
Presente nas nossas Almas!
A Governadora Civil - Drª Isilda Gomes no momento do uso da palavra
Sou algarvia e vivo à beira-mar. Aqui neste Algarve cheio de Sol e luz, marquei um dia o meu destino numa terra de hjumildade e heróicos pescadores - a Fuzeta. Aldeia piscatória onde decorreu toda a minha infância, que conheceu as agruras do mar salgado e sentiu a melodia das ondas, nas suas batidas ora amenas, ora agrestes. Órfã de pai aos 4 anos de idade, foi o meu avô um humilde pescador que me ensinou que o mar também tinha poesia, tão profunda como os oceanos, tão melódica como o canto das sereias... O mar canta para mim a toda a hora, ora batendo a fúria da invernia, ora batendo numa acalmia moderadora os beijos das ondas. Aqui da minha açoteia eu sinto palpitar o meu mar dentro de mim, quando avisto uma gaivota mensageira, um veleiro distante perdido no horizonte. O mar vive em mim e me rodeia; sinto a brisa, o marulhar das ondas, o canto das musas, o despertar para a vida ouvindo o mar, o mar levantino que me acorda todas as manhãs, que me insulfa a alma de luz e poesia. Nem uma onda na sua rebeldia naquele mar em constante movimento que vai e vem que vai e volta a beijar sofregamente a areia branca e dourada, deixando cristais em ondas rendilhas de espuma. Na crista das ondas me enlaço como frágil batel que avança...