quinta-feira, 21 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
O MEU NOVO LIVRO DE CONTOS
Em breve nas tuas mãos! Este é o meu livro, o novo livro de contos, um exemplar diferente, com prefácio de Jorge Ferro Rosa, autor do Caderno da Alma. Dezenas de páginas com ilustrações e modos de prender o leitor. Até já, porque aqui fica metade de mim, como diz o poema...
Maria José Fraqueza
AUTOR DO PREFÁCIO - JORGE FERRO ROSA
sábado, 2 de agosto de 2008
A CASA MUSEU DA POETISA MARIA JOSÉ FRAQUEZA
O imóvel onde nasceu a poetisa, passa a designar-se por "Casa-Museu Maria José Fraqueza "
O acervo documental que permanece na Casa-Museu é constituído por livros primeiras edições de obras de sua autoria, outras publicadas em colectâneas portuguesas, brasileiras e italianas onde figuram trabalhos seus em prosa e verso, colectâneas de concursos literários por si organizados, obras prefaciadas pela autora, poemas em caligrafia artística, quadros pinturas a óleo, cassetes e cds de actividades várias organizadas pela própria com preponderância nas marchas populares, recitais, teatro, grupo de cantares, cenários feitos pela autora, etc.
.De entre os objectos pessoais, destaque para o guarda-roupa usado como madrinha das marchas populares, álbum fotográfico e diplomas.
A Casa-Museu Maria José Fraqueza passa a ter actividades culturais ligadas à Poesia e Prosa (contar contos), concursos literários e reuniões científicas e exposições, sendo um espaço de leitura destinado às crianças das escolas, com uma programação regular, indo ao encontro de um espírito aberto que responde às várias facetas da vida e obra da poetisa e escritora. Poderá abrir-se um espaço a filmagens .
A Casa-Museu Maria José Fraqueza, sendo ela a proprietária, enquanto vida, será ela a responsável pela sua manutenção e organização. Será um espaço aberto a quem deseje visitar sem intuito lucrativo. No futuro, serão os filhos a decidir a sua projecção, deixando à autarquia uma colaboração de amizade.
A MINHA CASA MUSEU
A minha casa museu

Foi nela que eu vivi
E a Poesia aconteceu!...
Quando meus olhos abri
Com a luz que Deus me deu
Minha Mãe logo sorri
Seu olhar resplandeceu!
O choro primeiro poema
Logo tudo aconteceu
A Minha Casa Museu!
Na minha casa singela
Poderás compreender
Cada poema aguarela
Que recordar e Viver!
Assim para recordar
No dia de amanhã…
Os meus troféus vão ficar
Para sempre um talismã!
Não teria outro lugar
Um cantinho que foi meu
Para um dia recordar
A minha Casa Museu!
A Casa Museu da Poetisa Maria José Fraqueza
A casa que viu nascer a poetisa Maria José Fraqueza, de traçado típico algarvio com açoteia, pequena divisões, que tinham ao centro das abobadas uma clarabóia. Com uma corredor lateral e um sala maior com duas janelas para a rua. A porta era de reixa – actualmente diferente por se ter deteriorado.
Na sala principal estão expostos os troféus da poetisa. Diplomas de várias actividades culturais, telas a óleo pintadas pela autora, uma exposição de medalhas e troféus referentes a prémios e outras actividades. Uma Mesa com as suas obras individuais e colectivas.
No quarto de dormir (onde a poetisa nasceu) a cama do casamento de sua avó materna e por cima uma tela pintada pela Maria José. Em toda a casa podemos apreciar a sua arte para a pintura e documentos em poesia em caligrafia artística.
Em preparação a projecção de vídeos das suas marchas, teatros, recitais.
No interior da casa conservam-se, por vontade expressa da poetisa algumas peças de mobiliário antigo, pertencentes à família.
O Oratório dedicado a Nossa Senhora de Fátima é o seu cantinho precioso de orações.
Este edifício passou a ser propriedade da poetisa, por herança e aquisição da parte pertencente a sua irmã. Com o intuito de a tornar na sua Casa – Museu, providencia a sua decoração, conferindo-lhe o ambiente e aspecto que teve a sua casa berço. A manutenção e conservação é sua propriedade, proporcionando aos amigos e poetas visitas a todos o que quiserem fazer. sem fins lucrativos.


A Salinha de Estar onde em mesa de honra
estão os pais e avós maternos.
ALGUNS QUADROS E DIPLOMAS PRESENTES NA CASA






OBRA E A VIDA
Maria José Fraqueza, nasceu a 8 de Maio de 1936, na Fuseta. De origens h
umildes, órfã de pai aos quatro anos de idade foi seu avô e mais tarde o padrinho que influenciaram na sua personalidade. Entra na Escola primária com sete anos de idade e aos 12 anos vai estudar para a Escola Tomás Cabreira. A partir daí canta, recita, participa nas récitas nos grupos de teatro, nas marchas populares. actividades a que mais tarde se dedica intensamente ao longo da sua carreira como professora do ensino secundário. Autora de várias obras de poesia e prosa e organizadora de concursos literários (Jogos Florais).
08.08.2008 - Fuzeta
quarta-feira, 23 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
MARIA JOSÉ FRAQUEZA E SEU ESPOSO RUI

O TEU NOME
Com três letrinhas apenas
Se escreve o nome dalguém
É das palavras pequenas,
que p'ra mim mais valor tem!
Formam conjunto engraçado
Essas três letras por mim queridas
Do nome por mim tão adorado,
que murmuro horas e horas esquecidas!
E quantas vezes cismando...
Três letras vou soletrando,
do teu nome encantador...
Murmuro vezes sem fim
Esse nome que p'ra mim
É teu ó Rui, Meu Amor!
AMOR É FOGUEIRA
Acendo labaredas no meu ser...
Que vulcão tanto aquece, de repente?
Que lava de amor tão incandescente.
Que fogo fátuo faz permanecer?
Que forma esta de crer, sem eu querer?
Que torvelinho meu corpo já sente?
Que chama fugaz tão efervescente?
Que ventre mais florido a renascer?
Detenho tempestades de luar
Desta fogueira bela, singular...
Das cinzas da paixão que me continha
Se por tanto amar, meu peito m'escalda
Oh! Meu Amor! Oferta-me a grinalda,
Que faz de mim angélica Rainha!
MEUS BOTÕES DE ROSEIRA
Quando tu meu amor, não estás perto
A vida para mim é solidão
E sinto-me perdida, num deserto
Procuro meu oásis...mas em vão!
E curvo-me perante o sol aberto
Faço do meu amor constelação
És estrela de luz em que desperto
Desse amor que plantei no coração!
Deixa-me meus castelos construir
Deixa nos vasos flores por abrir
E deixa-me sonhar neste jardim!
No despontar os ramos da roseira,
Desabrocham botões a vida inteira
Desta raiz que nunca terá fim!
EM CADA FILHO UMA FLOR
Os filhos são a flor abençoada
Do jardim mais florido desta terra
Desabrochando a flor purificada...
Mistério de beleza a vida encerra!
Essa flor maternal, desabrochada
Enche de colorido, o vale, a serra...
Um filho ampara a rosa desfolhada
Lado a lado, no espinho duma guerra!
Os filhos iluminam horizontes...
Das nascentes de amor às suas fontes
No renascer da flor, no seu canteiro
Os filhos são arco-íris dum amor
Cada raio de luz, é como a flor...
Um sol que me ilumina por inteiro!
domingo, 15 de junho de 2008
A DIRECTORA DOS JOGOS FLORAIS DA FUZETA
segunda-feira, 21 de abril de 2008
POEMAS DE ABRIL
A LIBERDADE
Se um dia eu agarrar a liberdade
Vou por aí prender o vento
Cantar vitórias ao relento
À liberdade a renascer…
Se um dia eu agarrar a liberdade
Hei-de deter guerras ferozes
As violências
Os abismos
As falsidades
A mentira
Se um dia eu agarrar a liberdade
Hei-de acender estrelas na minha mão
Sem tempestade de luar
Hei-de colher espigas douradas
Tirar espinhos do roseiral
Hei-de plantar …
Sementes de Amigo!
Mas se um dia aprisionar a Liberdade
Irei depor no meu poema
As palavras que não escrevi
Que foram levadas
Foram lançadas
Esquecidas, perdidas
Amordaçadas
Guardadas, mutiladas
Em cofres de silêncio
Se um dia eu agarrar a liberdade
Renascem alvoradas…
E cantarei o meu meu Poema de Paz!
O QUE É A LIBERDADE
O que é a liberdade
Será a ânsia de amar?
Sera a ânsia de voar…
De conhecer o infinito?
Será a ansiedade…
de lançar este grito?
Será esta vontade…
De correr, saltar, pular…
sem espaços de luar?
O que é a Liberdade?
Soltar leve o pensamento?
Voar nas asas do vento?
Deixar soltar o lamento…
Ou ser apenas Eu?
Será apenas sentir …
dentro de mim o mundo?
Será sonhar em espaço solar?
Será o povo libertar…
das amarras do poder?
Será a ânsia do meu querer?
Liberdade, é tudo e nada…
É ser poeta com mão algemada?
É ser poeta de alma libertada,
Que um dia sonhou vir a Ser!
QUERO SENTIR A LIBERDADE
Esta ânsia que eu sinto de voar…
Será liberdade? Ou será anseio?
Ou o mundo que quero dilatar,
Pelo qual sinto enorme bloqueio?
Porquê oh! Meu Deus? Há gente sem lar
Que tamanha dor eu sinto em meu seio!...
Se o ser humano não souber amar…
Fará da Liberdade um tiroteio!
E porque esta dor tanto me oprime?
Se vivo num mundo entre droga e crime…
Com Cravos de Abril dentro do meu peito!
Nesse dia… chorei! Sonhei ter tudo!
A Liberdade com “pés de veludo”
Não posso tê-la num Mundo Imperfeito!
domingo, 9 de dezembro de 2007
POESIAS LIRICAS
Sou do Sul, dum cantinho à beira-mar
Trago nas mãos as ondas uma a uma…
Dentro de mim o mar que se avoluma
No meu coração um lenço a acenar!
Sou do Algarve, das lendas belas
Da terra mais quente junto ao mar
Daqui onde partiram caravelas
Na rota constante do sonhar!
Eu sou do sul que cheira a maresia
Sou filha deste mar, do céu azul
Sou gaivota branca sobre a Ria…
Sou ave migratória rumo ao Sul!
Serei sempre do Mar eterna amante
Sou dum cantinho com o mar a seus pés
Vivo na aldeia branca onde um navegante
Se enfeitou com a graça das marés…
Nasci junto ao mar em terra sulina,
Que espreita dum mirante - o alto mar
O mar vive em mim e me domina
Na ânsia de partir e regressar!
Trago sempre o mar em ondulação
Dentro do meu peito que se agita…
Eu sou do Sul e o mar é meu irmão
Porque ele a toda a hora em mim palpita
E neste palpitar, eu sinto a Vida!
Da terra abençoada em que nasci
Num vai vem de regresso e de partida
Tal como a onda vem e vai para ti!
O MEU BARCO VELEIRO
Por muito que corra o mundo inteiro
Por mais rias e mar a navegar…
Não há outro barco, nem barqueiro
Num sonho que nasceu perto do mar!
Nem há um outro arrais ou companheiro
Nem há um outro porto de chegar…
Nem as velas mais brancas do veleiro
Que fazem a nossa alma libertar!...
É assim o lindo barco veleiro…
Deste singular sonho cor de rosa
E sempre com carinho verdadeiro
Ao vê-lo navegar fico ditosa!
Gostava de ser eterno passageiro
Que na ria navega sem parar…
Dentro da alma o sonho verdadeiro
A jóia dum passado secular!
E dele serei sempre eterna amante,
A devolver-lhe toda esta ternura
Porque sinto em minha alma o navegante
Da Fuseta - um passado que perdura!
O barco tem magia, tem encanto
A deslizar docemente sobre a ria
A Virgem vai nele com seu manto
Numa rota de Sonho e de Poesia!
Embalada no seu belo roteiro…
Cantarei os meus hinos de esperança
Na saudade desse barco veleiro
Que vive em mim dos tempos de Criança!
O MEU BARCO SENTIMENTO
O meu barco decorado
No meu amor sentimento
Como é lindo, embandeirado
Vogando ao sabor do vento…
É meu barco sentimento
Antigo, tradicional
Que celebra bom momento
Na minha terra Natal.
Gosto de o ver navegar
Pela ria abençoada
E a Virgem ver chegar
Junto ao cais abençoada!
Coração de marinheiro
Vai no barco a navegar
Vai com ele o mundo inteiro
A Virgem no seu altar!
Com os remos desta vida
E as velas de fino pano
Levando a onda vencida
Ele sulca o oceano!
O meu barquinho saudoso
É meu amigo fiel
É o barco mais famoso
O mais bonito batel.
É barco tradicional
Na nossa história famosa
Um veleiro original,
Da nossa Ria Formosa.
Nos dia em que há festança
Ele todo embandeirado
Neste percurso que avança
É glória do passado!
Precioso galardão…
Que minha Ria emoldura
A Virgem na Procissão
Na tradição que perdura!
AI MEU AVÔ, MEU AVÔ
Ai, meu avô, meu avô
Meu humilde pescador
A ti eu devo o que sou
Por isso te tenho amor.
Ai, meu avô, meu avô
Valente homem do mar
Porque a vida te levou
Ando nele a navegar...
Ai, meu avô, meu avô
Navego no mar da vida
Porque o tempo já passou
Mais uma maré vencida!
Ai, meu avô, meu avô
O que por mim tu fizeste
Tudo que ele me ensinou
Fez-me ver a onda agreste
Ai, meu avô, meu avô
Que me ensinaste a remar
Nunca foi um "bibelôt"
Aprendi a trabalhar!
Ai, meu avô, meu avô
Se hoje nada mais temo
Meu barco não naufragou
Que fiz da lança o meu remo!
Ai, meu avô, meu avô...
O que me resta a Saudade!
Se é pouco o que te dou
É grande a minha amizade!
Ai, meu avô, meu avô
Quimera, doce quimera
Quando levantar meu vôo
Nasce em mim a primavera!
Os meus sonhos de criança
Da vida que já passou...
Renascem marés de esperança
Ai, meu avô, meu avô!
AS MINHAS CARÍCIAS
Quando olho o mar…
Sinto a vastidão
Uma onda palpitante
A força constante
Que me faz sonhar
Entra em meu coração!
Quando olho o céu…
Imagino estrelas
Que cintilam em meu redor
Dentro do meu ser
Numa vibração de azul cintilante
E sou tua amante!
Quando olho a Terra…
Sinto o perfume da Natureza
Que perfuma a vida
Em espaços verdejantes
Mas tão distantes…
Ondas de pureza!
Quando olho a Lua…
Relembro o passado
Um beijo trocado
Na noite calada…
Contigo a meu lado
Sempre enamorada!
Quando olho as Flores
Sinto a primavera
Em carícias perfumadas
Onde sonham as fadas
E vivo a quimera
Dum tempo sem espera
Que me fala da flor…
Carícias de Amor!
AS AULAS DA BONECA
Criança .... fui um dia…
Da minha querida boneca de trapos
Fiz dela o meu brinquedo favorito
Aquela boneca muda...
Nunca sabia a lição...
Não falava, não respondia
Nem ouvia o que eu dizia…
Mas eu ensinava-lhe as vogais
Aquela boneca muda…
Ficava sentada, sem dar-me atenção
Era eu que respondia por ela
Brincava às escolas...
Com aquela boneca muda
Não sabia contar...
Nem pelos dedos...
Mas eu inventava os dedos da boneca
Que bom era brincar assim!
Depois cresci... e a minha boneca,
Ficou dormindo uma soneca...
E fiz-me professora a sério
Mas com alunos levados da breca...
Quantas vezes pensei…
Como o tempo muda!...
Agora os alunos, também não respondiam
Eles não estudavam,
eles falavam… eles gritavam
Eu ensinava, eu ralhava, mas também aprendia...
E na lição de cada dia...
Por mais que me iluda...
Ai! Que saudades...
da minha boneca de trapos muda!
LIÇÕES DE VIDA
Ser professor... é ter força
para agarrar o vento...
Ser professor é deter a maresia
Sorrir a cada momento...
Ser professor é inventar o mundo
Ser professor é percorrer o universo
Ser professor é caminhada
Ser professor é matar a sede
Ser professor é amar uma criança
É dominar as letras, é uma arte
Estar na aula e em qualquer parte
Com sentimento profundo
Ser professor é ser também aluno..
Bonita comparação...
Estou em crer no fundo
Entre os dois há união...
Entre o “ser” e o “não ser”
Entre o “dar” e o “receber”
Em perfeita harmonia...
Não sei quem vai aprender
Na vida de cada dia!...
Ambos talvez se completem
Na grande lição da vida!
Grande é a lição do Mundo
Que dia a dia nos revela
Será que dessa parcela
Cheia de tantos deslizes...
Por cada lição mais bela
Eu escrevo em minha tela
Todos somos aprendizes.
CANÇÃO DA MINHA SAUDADE
Entre muitas canções gosto de ouvir
As mais lindas canções de amor ardente
Versos de amor, carinho que se sente
Pedaços do meu ser – o meu sentir!
Ouvir a voz suave, num sorrir
Sentir a melodia docemente
Entra em nossa alma docemente
Como botão em flor que vai abrir!
Então o meu poema musicado
Na música e na voz mais embalado
A Música e Poesia em sintonia…
Nas cordas vibrantes da Saudade
O cantor dá-lhe mais profundidade
Que iremos recordar no dia a dia!
SAUDOSAS RECORDAÇÕES
Nos meus saudosos tempos de criança
Os meus famosos contos, predilectos
Estão gravados em minha lembrança
Que hoje vou recontando p’ra meus netos
A ciranda famosa - a linda dança
Eu tinha por ela os meus afectos
Dum tempo a renascer sem parança
A percorrer os mais belos trajectos!
O mais lindo tempo de brincadeira
Histórias que ao canto da lareira…
Marcam o património nacional!
Surge-nos a melhor recordação
Na saudade que nos chega ao coração
As mais lindas canções de Portugal…
EU TE LOUVO ALGARVE
Eu louvo o meu Algarve e a sua gente…
O mar azul, a sua vastidão…
Raça guerreira foi a tua gente
Que nos lembrará sempre a tradição!
Nas tradições, tu vens presentemente
Mostrando ao mundo a velha geração
No passado, futuro e no presente,
Tudo o que albergas em teu coração
Nas ruas decoradas e nas festas
Pedra a pedra, na tela da saudade…
Lembras a tua história distante!
Povo artista que louva a Padroeira…
Os teus feitos heróicos são bandeira
Prendem meu coração a todo instante!
VEM AMOR
Vem amor
Trago-te búzios marinhos
Do outro lado do mar
Dourados por minha mão
Vem amor
O búzio canta
Trazido nas marés de acalmia
Numa onda de embalar...
Vem amor...
Trazer-me conchas e estrelas do mar
Para enfeitar meus cabelos de sereia
Vem amor...
A maré está cheia
Há beijos na areia branca
E na preia-mar
Alguém os pode levar
E o búzio deixar de cantar
E as ondas já não param quietas
Vem amor...
Vem conter o Mar
PALAVRAS DE MAGIA
Quando me fitas…
O teu meigo olhar,
Diz-me palavras bonitas
Que tento decifrar...
Que são escritas
No Verbo Amar!
O teu olhar é tão eloquente
Quando reflecte
Aquilo que sente
E essa luz incandescente
É a luz da alma...
Que conforte a gente!
O teu olhar
É espelho reflector
Que me fala de Amor!
O TEU DISFARCE
Há em ti
A harmonia das cores
Que o pintor
Pinta na tela
Há cor sem cor...
Sem traços, nem perfil
Há uma mistura
Um sorriso de ironia
Na policromia
Da pedra polida
Nessa moldura
Por vezes baça
Quem diria! Que me tortura!
Que num sorriso falso
Há nela uma máscara
Que te afivela...
Que te faz bela...
O teu disfarce!























